Tenho uma dúvida se os leitores compartilharão este sentimento: este ano, para mim, foi intensamente britânico. O motivo é óbvio, a coroação de um rei, coisa que não acontecia há sete décadas.
Sou francófilo desde criancinha, as “filias’, estas amizades de raízes gregas que beiram as paixões, quase manias (hoje o nome seria “toc”) me perseguem em fases. Tudo que é francês me interessa, que me lembre, desde os cinco anos de idade. Mas, quando completei dez anos, em 1968, a rainha Elizabeth II esteve no Brasil, e houve uma grande anglofilia, da qual não escapei.
Aquela jovem senhora elegante, simpática, sorridente e paciente parecia estar em toda parte: no mercado de Salvador, no Copacabana Palace e inaugurando o MASP (Museu de Arte de São Paulo). Retribuia jantares recebendo convidados…
