Gastrónomo e co-autor do blogue “Mesa Marcada”. Nos últimos tempos, verifico que há um certo enfado, principalmente entre gente do meio gastronómico, com os menus de degustação praticados pelos restaurantes da chamada alta cozinha. São longos demais, obrigam-nos a ficar à mesa horas a fio, comemos em excesso e, sobretudo, os muitos pratos que os integram não nos ficam na memória. Seria, preferível, dizem eles, menus mais curtos (eventualmente mais baratos), que possam ser consumidos num máximo de duas horas, com quatro ou cinco pratos verdadeiramente marcantes. Mesmo não estando de acordo com estas pessoas, reconheço a quem levanta a questão o mérito de nos fazer pensar sobre o assunto e de alertar para um problema que realmente existe quando estes menus são uma espécie de solução automática em restaurantes…
