Nem sempre é fácil entender a natureza. Ela joga com o tempo e a persistência. A gente vive o presente e se distrai com qualquer coisa, com as nuvens, com um bando de maritacas que dá sonoras revoadas no céu, com um fruto maduro que seduz com cores e fragrâncias. Aí, o canteiro fica sem rega, nem lembra de adubar o gramado, deixa o vaso de orquídea esturricar, coitado.
Não é que a gente erra por querer. Às vezes, não tem jeito, é preciso correr com outras coisas, e o jardim sempre pode esperar. E ele fica lá, ao sabor do sol e das chuvas. Que se vire com as formigas e as pragas, com o mato que cresce, traiçoeiro, enquanto a gente cuida de outras coisas.
Apesar disso, do…