Jardins são retratos vivos da alma do jardinista. É nele que, em cada gesto, na escolha das mudas, das flores e das folhagens, do uso das regas, dos adubos, dos espaços escolhidos, que um cenário vai se compondo e mostrando o que se passa bem lá no íntimo.
Pessoas de mal com a vida, pode confirmar, jamais fazem jardins - preferem o vazio do cimento. E, se fizerem, logo mudam para o lado florido da vida. Pode ver que um jardim é sempre alegre. Qualquer jardim tem um quê de uma piscadela, uma cosquinha na ponta do nariz que faz a gente sorrir.
Quer coisa mais engraçada que o voo desengonçado de uma borboleta pelo jardim? Eu sempre acho que ela vai cair, despencar lá do alto, mas elas sempre…
