Há gostos para tudo. Felizmente, receitas também. A começar pela consoada e a acabar com o que sobra — do jantar, do almoço e do Natal, em geral. E como numa mesa portuguesa cabe sempre mais um, não há pouco que fazer. Nem comer. Veja-se a roupa-velha, feita com o bacalhau que sobrou — cozido, assado ou grelhado, que ela não é esquisita —, agora salteado com as batatas em azeite e alho, sem espinhas, apenas, de resto tal e qual — uma receita, para alguns, ainda melhor do que a original. Um prato guloso de sabores adocicados, que pede um tinto mais ácido e com taninos apimentados. Ou veja-se o empadão, de borrego, cabrito ou tofu — porque não? —, a carne ainda a cheirar a forno e azeite,…
