De expressão residual no nosso país, com menos de 1% do encepamento, a variedade Tália encontra, apesar de tudo, bastante expansão territorial. Basta dizer que, se em Lisboa, onde é celebrada essencialmente para a produção da soberba aguardente da Lourinhã, e no Tejo, é designada Tália ou, igualmente, Douradinha ou Branquinha, no Douro é chamada Pêro de Bode e, na região dos Vinhos Verdes, é conhecida como Espadeiro Branco e, na zona de Valongo e Gondomar, Engana Rapazes – apenas porque, com aspeto já maduro, enganava os rapazes que se atrevessem a ‘picar’ as uvas para comê-las, dando nota da sua acidez.
Esta é, aliás, uma das características pela qual a variedade branca é mais procurada, desde logo para a elaboração do vinho para destilação, pois é relativamente neutra, bem…
