Nas primeiras semanas do mês de março de 2020, sinais inquietantes chegavam do extremo oriente e de algumas regiões da Europa, e o Brasil já completava um mês em estado de emergência sanitária por conta da disseminação da covid-19. Mas a aviação comercial brasileira seguia em voo de cruzeiro, com aviões operando normalmente e, aparentemente, sem grandes preocupações com chegada do coronavírus ao país. Quem viajava pelos principais aeroportos nacionais, notava apenas alguns avisos recomendando restrições ao contato físico direto (como os abraços e cumprimentos) e o reforço na higiene das mãos. Entre passageiros, tripulantes e funcionários de solo, o uso de máscaras faciais era bastante raro, tanto dentro dos aviões como nas áreas de circulação. Nos setores de desembarque, mesmo dos voos internacionais, não havia controle sanitário, escaneamento de…
