Paris, 6 de novembro de 1850. Pela primeira vez, na badalada capital francesa, um balão de forma extremamente simples e dinâmica navegava em todas as direções, a favor e contra o vento, conforme a vontade do inventor! Eram 15h30. Na presença de Emile de Girardin, Louis Perrée, De Fiennes, Pierre Bernard e outros, Pierre Jullien (1814-1876), nascido em Lyon, relojoeiro em Villejuif, levou, primeiramente ao haras e depois ao anfiteatro do Hipódromo de Longchamps, um pequeno aeróstato oblongo, de 2 m de comprimento. Acionando então um engenhoso mecanismo para fazer girar as diminutas hélices do veículo, ele soltou o aparelho, que avançou rapidamente no sentido designado.
No haras não havia corrente de ar, fazendo tudo parecer muito fácil; uma vez no anfiteatro, porém, as testemunhas se espantaram ao ver a…
