Oacontecimento era inédito: pela primeira vez, numa experiência promovida pelo Ministério da Guerra, um dirigível alçaria voo no Brasil. Não um dirigível comum, mas uma máquina revolucionária, que devia ter aplicação imediata no combate à Segunda Revolta da Armada, séria ameaça ao governo do presidente Floriano Peixoto (1839-1895). O local era o Campo de Tiro de Realengo, no Rio de Janeiro, e a data, que não seria registrada em nenhum livro de História, 7 de março de 1894. A importação do aeróstato da Europa – mais barca, bateria elétrica, motor, 15.000 kg de ácido sulfúrico e a aparelhagem necessária para a produção de gás hidrogênio – havia custado quase 20 contos de réis.
ESTRUTURA TRAPEZOIDAL
A aeronave tinha 2.000 m de cubagem, 60 de comprimento e 15 de diâmetro. A…